Meu amor em ti;
É febre...
Angela Mattos
Orlando Reis
Minhas palavras
Não são livres
Carecem da decisão
De minha alma
Como uma virgem nua
É ela que decide
O quanto
Quer se mostrar
Escancara sonhos
Mas oculta desejos
Alimenta esperanças
Veladas
Ri
De si mesma
É dissimulada
Então...
Quando pensa devaneios
Fecha as pernas
Com medo
Do vento frio
Mas sente
O arrepio
E entrega-se
Ao calor
E suor
Do desejo
Mas comedida
Minha medula
Se arrepia
Esbraveja
Se irrita
Se contorce
Me derruba
E, sem pena
Infecciona-se
E, eu
Em estado febril
Delirando
Não sei
Mais
Quem sou?
