Passam longe,
Cantam, choram,
Mijam saudade.
Falam, berram,
Confiam na
Vida finda.
Miram olhos cegos
No mar interior,
Concebido
No sangue que jorra,
Desforra.
Fitam mentes
E fronteiras,
Cantam blocos.
Folhas brancas
Visualizam folhas ocas,
Futuros de sangue,
Violência.
Descansam em pontes,
Acolhem mosquitos,
Abrem os olhos,
Restauram madrugadas
E dias montanhosos.
