O meu veneno é vosso.
Ratos sujos, horrorosos,
malcriados e viscosos,
excrementos podres, malcheirosos.
O meu sangue é o vosso!
Desde que sinto o ferver
da água do mar, que vivo
rodeado de uma crueldade tal
que nem o próprio nojo
da fossa escura supera,
em dimensão, tal poço
de almas perdidas, condenadas.
Medidas à distância de um
horizonte de Luz inteligível.
Perco-me na raiva de sofrer.
Ratazanas! Porcos sujos, asquerosos!
Odiosos!
