O Velho Marinheiro Novo

Fernando Franco

Fernando Franco

Histórias de um Homem sem História

Há muito que o marinheiro se apaixonara pelo mar. Chegara a mergulhar muitas vezes nele, mesmo sem saber nadar.

Pena que só muito tarde tenha percebido que nunca seria dali que mataria a sede. Poderia ter vivido saciado em águas mais doces, se não se tivesse retido tanto, a preencher o vazio com a expressão dos sentidos...

Na sua alma choviam Invernos em torrentes. A sua dor era um mar, tão espesso, que nem ondas tinha.

Não havia memória de tamanha sombra… nem de tamanho desejo de luz.

E ele sorriu, finalmente, para não chorar.

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