Ouroborus – A Velha, o Gato e o Espelho

Filomena Costa

Filomena Costa

Via o caos, as trevas, o nada que se escondia na aparência das coisas belas. 

Para ela não havia véus. 

Como odiava os discursos que clamavam pela verdade escondida por detrás das aparências! A verdade era atroz e era uma banalidade. 

A verdade era Deus! Riu-se, numa gargalhada cavernosa, a boca escancarou-se em absoluto escárnio. 

A verdade era ela, nua, podre, crua. 

Era a versão terrena do divino; eterna e desumana.

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