Poesia Brava

Frederico D'Almeida

Frederico D'Almeida

No ano de 2010 fui convidado a estar presente numa sessão de poesia a realizar num restaurante de Ermesinde. A força expressiva dos declamadores foi de tal modo avassaladora que a rebeldia que sempre me latejou na alma despertou, arrepiou pelo caminho vertebral, levantou-me da cadeira confortável da inépcia e, ali mesmo, pariu um poeta.

Consciente das várias faces do sofrimento que o Homem vai edificando com a força reptiliana do egoísmo, vislumbrei a oportunidade de encetar uma breve mas profunda viagem a partir do mundo aparentemente exterior até ao núcleo mental, passando pelo ser social, político e económico.

Na viagem, o que somos também o sou e vice-versa, porque estamos indissociavelmente ligados. Não defino esquinas nem pausas nem pontos nem vírgulas. Cada um que experimente a viagem traçará o seu próprio caminho.

Frederico D’Almeida

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