Regresso a casa

Sara Rodrigues da Costa

Sara Rodrigues da Costa

“Volto à poesia porque se volta sempre à casa onde mora o resto da família.

 

Os poemas são promessas infinitas.

Aguçam-nos o medo e depois confortam-nos,

Prometem que está tudo bem.

Espetam-nos facas no peito

Mas lembram-nos de que ainda o sentimos.

 

Coincidimos antes e depois

Dos versos que não estão escritos

E regressamos a casa.

 

É sempre no fim dos poemas que compreendemos o início de todas as coisas.”

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