Saudades tecidas pelo tempo

António José Barradas Barroso (Tiago)

António José Barradas Barroso (Tiago)

Se bem que os meus poemas sejam construídos na solidão dum permanente anonimato, sinto, por vezes, uma intensa necessidade de dá-los a conhecer, para expressar não sóa minha sensibilidade e forma de pensar, como para aquilatar do seu real valor. Assim, tenho-os mandado para concursos ou jogos florais para Portugal, Brasil, Itália, Argentina, e outros, onde os mais de trezentos prémios recebidos me levam a concluir que terão sido do agrado de muitas pessoas que se interessam por poesia.

 

Agora, antes que a dispersão me impeça de juntar tudo aquilo que, a meu ver, possa ter algum mérito, pensei reunir uma pequena parte dessa poesia em livro, deixando a parte restante para posteriores compilações, assim a disponibilidade de tempo e a disposição do momento, o permitam. Como a nada me sinto obrigado, tudo me seráconsentido na elaboração, ou não, de novos tomos.

 

Para o leitor menos atento que gosta apenas de folhear ouler um ou outro poema, éminha obrigação adverti-lo que o tema base de toda a minha poesia, éo amor, em todas as formas em que o mesmo se possa expressar. Por vezes, éo exaltar duma grande amizade, outras oêxtase na contemplaçãoduma pequena flor que desabrocha ou o deslumbramento dum pôr do sol no horizonte, o desfiar de tristezasíntimas ou uma confissão de mágoas que a minha exposição habitual tenta esconder. Como diz Florbela…

 

“… E as lágrimas que choro, branca e calma,

Ninguém as vêbrotar dentro da alma!

Ninguém as vêcair dentro de mim!...”

 

… guardam-se noíntimo, refreiam-se na expansão e analisam-se na intimidade.

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