Ela tem a pureza que fascina, coberta até os joelhos por longos vestidos de chita. A beleza que a natureza lhe deu, quando dança descalça na areia ela deixa as suas marcas no chão, e também no coração que ja está marcado e não deixará que seja apagada.
Parece que tudo para naquele momento, não queria despertar a atenção do tempo, despercebido nem notou que tudo parou naquele instante. Negros como a noite sem luar, eles balançam quando ela os deixa soltos sobre os ombros. Lisos como fio de seda, que enfeitam a obra de arte da aranha. Dando meia volta e quando entrava na roda, os versos eram para Pedro. Voltando a roda que dava mais uma volta na ciranda de mãos dadas, no claro da lua alva que não deixa a sombra ser notada. Escura como a noite que é apenas uma sombra negra, diante da sua claridade.
