Sem Memórias

Filomena Brito Costa

Filomena Brito Costa

"Gaspar?" — "Sim" respondeu ele — "Precisa de ajuda?"

"Gaspar Valente?" — "Sim" respondeu ele novamente — "Como sabe o meu nome?"

A voz de Artur era pastosa, arrastada e rouca, com certeza devido à medicação e aos tubos que tivera enfiados na garganta.

"Estranho, quando falámos na morgue, disseste que tinhas quarenta e nove anos, eras meio asiático e que tinhas morrido de doença prolongada. 

Parece que, afinal, eu estou vivo e tu também".

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