À vida tecemos com palavras, elas vão dando sentido ao vivido, cantando e contando
vamos fluindo o viver. Alguns têm esse dom de maneira mais precisa, parecem que sabem colocar em palavras aquilo que nos vai à alma, esses são os poetas, e é isso que descobrimos quando lemos o texto de Nildinha Freitas.
O seu livro transborda de vida, é florescente, pungente e forte. Traz a beleza poética
do cotidiano em quadros de pura poesia. Lembra que a vida ocorre nos laços afetivos que nos unem ao outro e, às vezes, nos prendem forjando cadeias, nas quais nos sentimos vivos. Sua escrita nos convoca a força e a coragem para enfrentar a vida e o que ela vier a ser, embora tenhamos medo do que há pela frente.
É um livro humano, que nos envolve dialogando com nossos mais íntimos sentimentos
sendo falados pela boca do outro. Ela teria adivinhado? A impressão é que viu nossa intimidade e traduziu com a leveza da seda, ou com o rústico do linho, mas é do tecido da vida transformado em beleza, que escreve sobre o amor, o tempo, a fé e a justiça. SimplesMente tem a ousadia de ter esperança e ainda nos lembra que a vida é curta e não tem roteiro, “viver não é preciso”, nos convidando a escrever nossa história por nossa própria conta e risco.
Voilà!
Jeanne D’garim
Psicóloga, Psicanalista.
