Sociabilidades e Marginalidades em Espinho

Armando Bouçon

Armando Bouçon

Se o período da manhã era especialmente dedicado aos banhos, a parte da tarde incluía opções mais variadas. Dava-se início à chamada “praia lúdica” na qual os divertimentos ao ar livre e os contactos sociais eram práticas privilegiadas.

Com o princípio da noite, a Praia assumia o seu carácter pleno de diversão e prazer. Os veraneantes podiam optar pela ida a um café, onde assistiam a um concerto pelos vários quartetos, quintetos ou sextetos espanhóis que todos os anos actuavam nesta estância ou então “perdiam-se” nas suas salas de jogo de fortuna ou azar.

Nos salões da Assembleia Recreativa não faltavam as “soirées” e os “cotillons” para as classes mais favorecidas. As sessões do animatógrafo, e mais tarde dos cinematógrafos, decorriam com lotações esgotadas. Para aqueles que gostavam de teatro e de música clássica, a direcção do Teatro Aliança (e não só) esforçava-se por apresentar as melhores companhias portuguesas. 

O cosmopolitismo fazia-se sentir em todos os locais da estância balnear. Espinho, a viver os seus melhores anos, abria-se à modernidade e foi precoce em algumas práticas sociais e culturais.

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