Sempre que escolhemos um caminho e o percorremos, nas suas curvas (tristeza, dificuldades) temos que ser fortes, para que as consigamos ultrapassar, porque as forças gravíticas tentam impedir-nos de as transpormos; existem também as rectas (felicidade) umas vezes curtas, outras vezes longas, mas é com facilidade e com agrado que passamos por elas; quando chegamos a cruzamentos (decisões da vida) temos de optar por um destino que esperamos que seja o correto, mesmo que não o seja; nalguns caminhos existem rotundas (decisões difíceis) que andamos à volta a pensar qual a rota mais apropriada; e por fim existem sempre os trilhos (atalhos) e caminhos de terra batida (solidão), que nos fazem tentar sair de um caminho para outro sem dar uma grande volta, e que nos fazem sentir sozinhos devido às suas pedras e buracos, isto respectivamente.
É impossível ao Ser Humano permanecer sempre numa recta, e mesmo que fosse possível, a vida não seria realmente feliz, nem bem aproveitada, porque este Ser nunca havia experimentado uma curva, vivendo assim com vazios no seu percurso…
