Um oriente a oriente do oriente

Zé Carlos Tiago de Oliveira

Zé Carlos Tiago de Oliveira

Fazia já noite. Bruxuleavam candeias. Estávamos os três ao balcão, de pé. Andrajoso

eu, como é normal entre os despojos de europeus, que arribam nas Antilhas, os

dentes cariados, o rosto deformado do álcool e da sífilis, Gerbet, de fino bigode, como

os ilhéus, e Mme Tilly, de vestido às flores, bem vincado. Trocávamos notas por

moedas. A senhora encarou-me com surpresa. E disse então: “Conhecia-o já, de vista,

mas não imaginava que fosse professor. E decerto um homem simples, da têmpera do

nosso Apóstolo Paulo, que sempre soube passar despercebido entre os gentílicos.

Romano entre os romanos, gálata entre os gálatas!”

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.