Versos Experimentados

Este livro…

É da dor que não se sente,

Da dor ausente, mas presente,

Que por tão forte sei eu senti-la

Só sabe ser em mim transparente.

É da dor que não se sente,

Aquela que aflige a mais forte bravura.

Faces mágoas, deveras suicidas

Encurraladas na rua da amargura.

Transcendem os versos e palavras

Alguém que não soube trancá-los.

Cantam sentimentos, mágoas, desilusões!

E à liberdade sempre pretende condená-los;

Termino: Perdoem-me!

Por estender-me sobre as trevas,

Por acordar em incerteza ou certeza

Em viver. Por não saber ser.

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