''Oh minha terra!
Que serás sempre minha!
Saudades tenho da vossa serra,
Das estradas em linha!
Dos pastos de cor cega
Regadas por brilhantes espigas,
Onde a mão do povo alega
A sobrevivência das artes antigas!
Dos rios correndo adiante
Desviando a sua dos obstáculos!
É a imagem que pinto de diamante
Que prendo com fortes tentáculos!
São saudades do verde de D. Dinis
Que as minhas lembranças choram!
São saudades dos caminhos do meu país,
Que as minhas memórias exploram! ''
