VOZES DO INCONSCIENTE – Poemas que escrevi para não enlouquecer

Rod Maia

Rod Maia

O poema pode buscar o estranhamento, como tentativa de desfamiliarização das coisas próximas e cotidianas, para ingressar na nebulosa e difusa zona que forma o inconsciente e,
dessa experiência, abrir-se como revelação daquilo que permanece entre nós como o insondável. E é nessa atmosfera que a escrita, desalojada da mansão cósmica de uma razão linear, realiza uma aventura poética dentro do próprio humano e pode calar fundo em nossa alma.


Ao empunhar sobre teus olhos a espada
Desfez-se a mágoa e a mácula
Ruiu o que reinava, suprimiu-se a fábula
E no trono atroz da teimosia tua
O medo foi calado
A covardia amordaçada
Lágrima por lágrima enxugada

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.