Contos de Bruma e Maresia

Albino Baptista

Albino Baptista

O autor some-se e soma-se no deambular das estórias contidas neste livro.

 

Contos e Estórias, Estórias nos Contos e Contos nas Estórias, eis o sumo da presente Obra, em que o homodiegético prevalece, singular e acintosamente, num pluralístico remanescente, sinónimo de que este Autor tem o objetivo de preparar um novo cenário do Conto, quebrando o tradicional, se calhar por demasiado banalizado e infantilizado, para se consagrar ao arquétipo, imagem da vida noutra vida, um passado/presente, dando ao real uma carta de foral desabrida e desinibida, em que o espaço e o tempo pertencem a uma realidade vivida e existida nele próprio.

Passados, normalmente magoados e demasiado sentidos, são-nos expostos com uma claridade exorbitante, transparência da seda da verdade , que se  impõe, sem adubo ou fertilizante, oferecendo-nos uma bandeja de angústias, preocupações, provocações, demagogias, hipocrisias, chantagens com que o Autor se foi deparando ao longo dos anos, em perfis e cenários diferentes.

Presente com laivos de urtigas para o futuro desintegra-se no discursivo de Albino Baptista, que, sempre na senda do homem anónimo, se projeta para o abismo da urgente e impiedosa LEITURA, em que deve circular a seiva do criticismo sem chorrilho de impostura e inverdade.

 

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