Desesperado voava como quem morre. Angustiado o coração de chumbo trepidava em seu peito. Podia ser o voo sem volta. Robusto em asas de concreto pairava no denso céu nublado. Nadava em meio às impiedosas lufadas de ar matinal. Resistia a ave ao seu ominoso organismo ininterrupto. Violentava-se a si mesma na beleza do desassossego
