Folha Seca

Cristina Santos

Cristina Santos

Filomena suspira, quando sem querer, o seu caminho cruza com o de Severino. Ele nem percebe, que é alvo dos olhos focados em sua direção, querendo olhar mais de perto. “Não seria um mero acaso, mas era premeditado”. O sol lá no alto passava despercebido, porque naquele instante o brilho era do seu traje novo, que teria sido tão aguardado e desejado. As flores faziam uma combinação marcante, no colorido da saia rodada. Então ela desfrutava o seu vestido novo, e certamente teria que ser apreciado por ele, que estava preocupado em posicionar-se na sela, para sair no galope. Filomena cobria-se com seu vestido longo, e queria atrair aquele olhar. Talvez pudesse ser mais apresentável, com as flores completando a saia, que esvoaçava soprada pelo vento. Um traje novo era motivo de comemoração, porque ele teria passado por uma incansável prova de ajustes, para estar ao nível da sua silhueta. Com curvas perfeitas, não queria deixá-las que fossem prejudicadas, por um simples pedaço de pano.        

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