Memórias, Esperanças e o amor que fica

Fernando dos Santos Tomás

Fernando dos Santos Tomás

E recordo hoje, entre esta escrita e o passado, há uma grande diferença.

Quase se tocam, mas há pormenores reais de vida moderna.

A limpeza na rua da capela, muito limpa com todas as palavras que conheço. 

Era um pouco assim no passado, mas tinha lacunas difíceis de melhorar. 

À sua esquerda um pequeno beco para dar entrada para a sacristia, onde se guardam os andores e os guindastes, as capelas vermelhas. 

Mais ninguém podia entrar ali, só apenas o pessoal das festas ou de algum funeral. 

Continha o serviço religioso do Sr. Padre. 

À sua direita, um espaço abandonado, vedado por muros em desenho de arcada. 

Havia um poço com alçapão, de que não se avistava o fundo, e levava-nos a imaginar mistérios antigos.

Entravam ali sem rigor e sem fé, crianças em brincadeiras e animais pequenos nos seus movimentos de pesquisa. 

Hoje! Olhem só, onde era o espaço abandonado, construi-se uma casa, perfilada com a capela, onde guardam todos os pertences, e a rua limpinha e retocada tem muito mais encanto. 

Certamente, que encontraremos outros padres que nos deixarão saudades.

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