Memórias – Acarinhar o passado, cuidar o presente, proteger o futuro

Francisco Aires de Azevedo Ferraz Machado

Francisco Aires de Azevedo Ferraz Machado

Desde muito pequeno que me questionava sobre as minhas origens. As lides de uma família numerosa, nada e criada no meio rural, secundarizaram até certo ponto esta questão. O equilíbrio económico, financeiro, social e educacional sustentável do agregado familiar constituía já um desafio de grande complexidade. Sempre entendi esta prioridade.

Passada que foi a minha infância, adolescência e a vida académica, a vida familiar e a atividade profissional passaram a ser o centro de todas as minhas atenções. No entanto, o desassossego resultante das dúvidas que me acompanhavam sobre as referidas origens foi aumentando de intensidade, ao ponto de não ter outra alternativa que não fosse a de meter mãos à obra. Pensei ter chegado o momento certo. Senti a força e entusiasmo necessários. Senti igualmente a responsabilidade perante as atuais gerações mais novas, assim como das vindouras. Acima de tudo, considerava tratar-se de um ato de gratidão e de justiça prestado aos antepassados e às comunidades dos mesmos. Percebi que a oportunidade da utilização dos excecionais meios tecnológicos atualmente disponíveis facilitaria o desafio.

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