Rabiscado em criança e completado em adulto, este fidelíssimo delírio, ora infantil e amoroso, ora ressacado e desiludido, fala-nos de vidas em que todas talvez sejam dele, fases da dele, ou projeções dele, ou nada disso… de um mundo que se encontra confuso e perdido, como ele… Descreve um futuro menos cor-de-rosa que tinto.
O que é ilusão? O que é despersonalização? O que é floreado? O que é desrealização? O que é real? O que é mitomania? Onde é a saída? O que é obsessão? O que é a realidade? Chega-se ao fim desta odisseia e não se sabe (pelo menos o autor não sabe)… e a única certeza que o nosso pequeno benfiquista tem é que gosta da namoradinha e que… não se pode esquecer do leite!
