Nunca Desisti de te Amar

Armindo Mota

Armindo Mota

Amo-te tanto, meu querido! Não sei se poderás voltar para mim, não sei se ainda me reconhecerás se me vires, não sei se o teu olhar triste e o teu rosto sereno ainda são teus, não sei se o tempero que punhas em cada palavra que me dirigias continua com o mesmo sabor adocicado, não sei, sequer, se os beijos que ainda não me deste continuam à minha espera, porque não são de mais ninguém. Não sei, finalmente, se o teu coração ainda bate ou se o teu amor por mim mirrou porque nenhum de nós teve o cuidado de o regar. Mas sei, isso sim, que continuo a amar-te como na hora em que os nossos olhares de crianças assustadas se cruzaram e que, sem que a nossa ingenuidade e a pureza das nossas almas nos deixassem entender porquê, se apaixonaram e ligaram para sempre.

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