Os Dois Lados do Rio

Paula Deveza

Paula Deveza

“O olhar dele estava longe, muito para lá da curva da encosta, para lá dos eucaliptos do vale, para lá da margem do rio. O vento da manhã enroscava-se no seu cabelo mas, indiferente, ele parecia não o sentir. De alguma forma queria trazê-lo para perto, por isso abracei-o. E isso foi tão natural como respirar.

Ele não se mexeu, dando tréguas a uma luta que travávamos em silêncio.”

“Havia alturas em que não via razão nenhuma para a procurar. A ideia do desprezo dela era mais forte. Talvez fosse orgulho. Eu queria que ela me quisesse acima de qualquer coisa. Já que vê-la era para mim uma necessidade, queria que ela sentisse a mesma coisa. Era uma questão de amor-próprio. Ou tudo ou nada.

Senti o silvo do vento através dos campos. Compreendia a asfixia do meu irmão. Esta terra tem tanto de meiga quanto de rude.

Resolver as coisas com a Luísa não seria tão simples.”

Poderá o amor vencer todas as diferenças? Ser-se jovem e apaixonado nem sempre é a mais fácil das combinações. Há segredos, escolhas que mudam os caminhos. É o que vão descobrir Luísa, Ricardo, João, Vicente, Clara, toda a Granja e a Levada, lugares tão singulares e tão próximos, separados pelo rio.  

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