Seda

Maria Silvestre Branco

Maria Silvestre Branco

O corpo de Íris a lutar contra o meu, assemelha-se a uma onda gigante, que destrói um edifício. A imagem é de cortar a respiração. Ela corre. As suas curvas mexem-se, a um ritmo melódico. Ela salta e o seu cabelo flui, ao longo das suas costas finas. Quando os braços ossudos atingem o meu pescoço, e as suas pernas prendem a minha cintura, sinto um peso leve a pousar na minha pele, repetidamente.

Grito que pare. Não dói, mas magoa.

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