Segredo inTemporal

Fernando Marques

Fernando Marques

Quando sonhar pouco mais é do que estar ausente da realidade.

Quando relembrar o sonho não passa de um despertar admirado para essa realidade.

Quando, descrever o que se viveu nesse sonho, não pretende ser mais do que um mero acto de rememoração.

Quando se perder a noção de que aquilo que se descreve sobre o sonho, está para além do próprio sonho, e se fica na dúvida se a escrita sobre o sonho é a própria realidade ou a realidade ainda é sonho, então o sonho deixa de ser sonho e questionamo-nos se não teremos vivido plenitude da sua existência.

Não se recordava exactamente que idade tinha quando a coisa se deu.

Repentinamente, imprevisivelmente, o que lhe aconteceu deixou-o de tal modo abismado que não quis acreditar:

“Conseguia perceber a linguagem dos animais!”

Nunca lhe tinha passado pela cabeça que eles se entendessem. Que falassem entre si. Que tivessem, cada espécie e cada origem, a sua própria linguagem. Como os seres humanos, consoante a sua raça, continente, país ou região.

Assustou-se tanto com aquilo, que resolveu viver em silêncio aquela descoberta.

Até que, no dia da morte do pai...

O QUE O LEITOR IRÁ LER A SEGUIR BEM PODERIA  TER-SE PASSADO CONSIGO, NA SUA VIDA REAL OU NA SUA IMAGINAÇÃO OU, SIMPLESMENTE, TUDO NÃO TER PASSADO APENAS, DE UM SONHO.

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.