Na viagem de comboio entre Lisboa e a estação de Celorico da Beira, Augusto teve tempo para, de olhos fechados, recordar o passado.
O pensamento voou até Freches, à sua infância e, daqui para o Fundão, aos tempos difíceis do seminário. Subiu à Guarda, ao liceu e à escola do magistério. Foi até Vilar Torpim e recordou alegrias e tristezas do namoro e do casamento com Leonor, tentando esquecer as discussões com ela por causa de Álvaro. Lembrou o trabalho em Trancoso e no Ministério da Educação. Viveu o regresso a Freches, à Quinta das Camélias, com Alice, o seu primeiro amor, um passado que dava para escrever um romance.
