O Cântico do Cisne na Alvorada

Rui Lopes

Rui Lopes

Em teus braços esperarei

tranquilo

pelo lugar que incendeia o alumiar da Esperança

 

Em teus olhos brincarei­­­

frenético

ao tempo que rodopia pelos devaneios de criança

 

Em tuas mãos ficarei

estático

em inerte prisão que liberta golfadas de paixão

 

Em tua voz velarei

fluído

nas epopeias que apregoa aos mares de aguarela

 

Em teus lábios mergulharei

faminto

pelo abismo que desnorteia teu inóspito coração

 

Em teu peito beberei

saciado

do ébrio perfume que matiza teu ar de donzela

 

Não esperes.

                Sim, por ti desespero.

Vem depressa.

                Fica, em mim, no vagar devagar.

Prende-me para sempre.

                Nunca me deixes solto.

Prende-me ao Amor da tua sempre Liberdade.

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